
Descobri que não há nada pior do que amor mal-resolvido. Lidar com a perda de encantamento e do brilho dos olhos é somente para os fortes. Por diversas vezes, me senti fraca, muito mesmo. Fui pega pelo nível mais avançado do vírus. Sentia que não existia mundo fora do meu quarto frio, que sempre procurou desesperadamente me aquecer, enquanto eu me cortava de maneira compulsiva por dentro. Eu só sabia deixar a maquiagem escorrer pelo meu rosto e me encher de esperanças tolas e sem sentido.
Ainda dói, sabia? Não como antes, claro. Acredito que quando conhecemos o nosso limite não só de amor, mas de dor também, nos tornamos mais duros com os romances de estação que surgem ao longo da vida. O próximo sempre vai ter que lidar com as feridas entreabertas que acumulamos no corpo. Ia ser fantástico poder apagar todas as memórias antigas e incovenientes que cismam em surgir quando estamos recomeçando. Não, eu nunca iria conseguir te apagar. Pelo contrário, reviveria tudo, até mesmo, com mais intensidade, se soubesse o momento exato que você ia me deixar. Imagina nunca saber o que é se sentir completa quando você me envolve nos seus braços? E me sentir dramática todas as vezes que escrevo sobre você.
Sempre gargalhei de todos os tipos de declarações intensas que já li e presenciei. Nunca achei normal alguém se apaixonar à primeira vista ou conseguir se sentir protegida com as mãos dadas, e hoje, vejo que eu sempre fui a grande tola. Você some e tudo que me cerca, se torna desinteressante e sem graça. Meus relacionamentos não duram mais que alguns drinks, minhas festas e sorrisos são sempre pela metade e, quase sempre, estou tensa, me concentrando para andar na linha. Sem perder meu caminho, minha boa índole e os princípios que ainda restam.
Eu nunca sequer procurei anestésicos em outros corpos, muito menos em remédios, mas o que fazer quando você desperta instintos e desejos obscuros que nem mesmo eu conhecia? Sinto vontade de me afundar em algum copo de bebida ou uma droga qualquer, para que as pessoas pareçam mais interessantes e eu, mais interessada. Quero recomeçar, faço disso um exercício diário. Mesmo que seja falso, mesmo que nunca saia completamente de mim. É, eu finjo. Não sou aquela bonequinha que você conheceu, usou e cansou de brincar. Nunca fui. Minto, choro, escondo as minhas dores de pessoas desnecessárias e grito todas elas, em um choro abafado, para quem eu deveria fugir, e uso quem se importa de verdade comigo. É da minha natureza. Talvez eu nem gostasse tanto assim de você, se não fossemos tão diferentes. Cansei do comum. Cansei dos sorrisos que já fingi depois que você bagunçou a minha vida. Cansei se precisar de alguém correndo atrás de mim para me sentir menos sozinha. Cansei de me sentir metade.
sábado, 14 de novembro de 2009
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domingo, 1 de novembro de 2009

Porque diabos você faz isso? Ou melhor, a pergunta certa a ser feita é: Como posso ser tão masoquista? Quando tudo parece finalmente estar entrando nos eixos como antes, você aparece. Aparece com essa mania de ser bom moço e como se nada tivesse acontecido, quer me ver. Eu nunca sei o que esperar de mim, muito menos de você, por isso, me sinto absurdamente atordoada. Me pego contando os minutos pra te ver, mesmo tendo quase certeza de que nada irá acontecer, não entre nós, somente comigo. E essa certeza ainda me mata por dentro, porque ao mesmo tempo que eu morro de vontade de sair correndo de qualquer possibilidade de dividir o mesmo ar com você, cruzo os dedos e ocupo todas as linhas de telefone de Deus, implorando para te ver uma última vez.
Com toda essa mistura sem nome que você provoca dentro de mim, como resistir? Eu não faço ideia de como será o futuro e mesmo assim, torço loucamente para que meu jeito comum, minhas bochechas coradas e mãos frias de sempre consiga despertar o velho sentimento, que você fez escondeu em alguma caixa velha e nunca mais mexeu. Não estou pedindo pra você ficar e muito menos, estou implorando um pouco de passado(apesar da proposta ser tentadora), eu só quero te ver mais uma vez. Pra me testar, testar você. E se for mesmo a última vez? Talvez a gente descubra que a saudade é a única coisa que deve ser sentida. Talvez a gente já tenha tido tempo o suficiente para sermos plural e o destino está se encarregando de me mostrar que ser singular é o que me resta.
Parece claro, para mim, que você vai continuar participando indiretamente dos meus dias. Ainda vou te ver em outros rostos e insistir em procurar o seu oposto, para que seu nome nunca mais invada os meus dias. Por mais dramático e exagerado que meu sentimento aparente ser, você nunca vai chegar perto de entender. É intenso demais e dono de uma pureza insana. Como Adriana Calcanhoto, eu te dou meia hora, mas não pra mudar a minha vida! E sim, para você ler esse amontado de palavras e sentimentos, e achar algum sentindo. Aliás, se achar.. me explica! Quero parar de tentar achar a saída desse labirinto em que me meti.
Pode me tocar, me obriga a te olhar nos olhos mesmo parecendo impossível, me faz sorrir, traz de volta todo o brilho dos meus olhos, me faz desarrumar tudo que passei semanas organizando em caixas de mudança. Vai, surta! Chute todas essas caixas e espalha tudo de novo! Mas não esquece de deixar a dor e a esperança na caixinha do correio antes de sair. Elas sempre me oferecem abrigo e roupas secas quando você solta a minha mão, sendo assim, tem como não se acomodar? Me sinto boba, perdida e infantil, mas todo o meu masoquismo é válido. Você sempre aparece no meu quarto e me abraça quando eu durmo. Tudo para insistir nessa loucura de te ter perto de mim, mesmo que indiretamente.
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sábado, 24 de outubro de 2009

Eu tenho algo preso em minha garganta. Um choro contigo e palavras ensaiadas pra te dizer. Algumas coisas eu só queria te perguntar, só queria que você tivesse uma boa desculpa. Apenas o suficiente pr’eu encostar a cabeça no travesseiro sem sentir dor toda vez que lembro do seu nome. Mas tenho certeza que se você voltasse, eu não ia conseguir te dizer nada. Eu sequer ia querer perder tempo mexendo em coisas que me doem. Ia querer te abraçar por horas e o tempo que sobrasse, ia estar entretida o suficiente com a maneira que você brinca com as minhas mãos nas suas. Você me despertou muitas fraquezas desconhecidas, mas em compensação, me apresentou sensações que nunca imaginei experimentar.
É quase impossível te substituir. Não é exagero não. Você deixou uma marca grande na minha vida. Uma marca diferente, funda, daquelas que deixam cicatrizes para sempre. Mas eu não me arrependo de nada, pelo contrário, eu faria tudo de novo e me entregaria mais ainda se soubesse que aquela seria a última vez. Incrível como a gente acha que sempre poderia ter feito melhor o que não deu certo. Mas sabia que eu não tenho esse pensamento? Eu fiz o meu melhor por você. O melhor que nenhum outro não conheceu. Era um amor inocente, daqueles que você não pede nada em troca e quando menos espera, percebe que ninguém vai ocupar melhor o posto de companheiro do que ele. Sem dramas ou lágrimas, já passei dessa fase. Por mais especial que você seja, não acho que todo esse alvoroço seja necessário.
Eu nunca disse que te amo e considero que esse foi um dos meus maiores arrependimentos. Olha que eu não me arrependo de quase nada da minha vida. Tudo é friamente calculado para sair da maneira que eu quero. E você foi à novidade! Apareceu de repente e eu mal sabia como caminhar com você do meu lado. E quando me tornei confiante dos passos que estava dando, você soltou a minha mão. Admito que machuquei um pouco os joelhos e permaneci um tempo sentada chorando, analisando se dava pra andar sozinha mais uma vez. Mas o que há de se fazer nessas horas? Me restou limpar as mãos, assoprar os joelhos ralados e seguir a vida. Acredita que nem doeu tanto assim depois de um tempo? Claro, de vez em quando, eu manco com algumas fisgadas que meu joelho dá, mas logo depois, passa. É, passa. Quem diria? Sigo a vida porque sei que amanhã ou depois, o destino cisma e coloca tudo no lugar de novo. Com ou sem você.
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domingo, 18 de outubro de 2009
É madrugada e eu não consigo dormir. Desperdicei horas rolando na cama enquanto me esforçava pra despistar seu rosto dos meus sonhos. Na verdade, não me esforcei, é mentira. Passei muito tempo imaginando o que você está fazendo com ela e só me restou procurar o mínimo de dignidade e coragem, só o suficiente pra me manter viva. Mas não é que guardei minha força de vontade em alguma gaveta que não lembro? Não lembro e não me esforço pra levantar da cama. Eu preciso tirar a maquiagem borrada, lavar meu rosto e continuar a viver, é a ordem das coisas.
A rua está silenciosa hoje. Parece até que adivinharam que eu queria ficar sozinha, que eu queria um tempo só pra mim. Pra tentar organizar sentimentos e pensamentos em caixas. Eu preciso fazer toda essa mudança e para isso, estou evitando qualquer tipo de contato com o sexo oposto. Talvez eu tenha perdido todas as esperanças de um novo amor. Esperança de encontrar alguém melhor do que você pra esquentar minhas mãos nos dias frios. Porque mesmo com esse gosto amargo de amor e ódio que você deixa na minha boca, eu sempre te quero. Não existe coisa mais humilhante que admitir isso. Por isso, estou pegando todas as roupas e sonhos do chão, e me preparando para tomar um banho e tirar seu cheiro de mim. Estou procurando um lugar seguro pra me refugiar até toda essa confusão acabar.
Gosto de tentar alimentar uma raiva que não existe, só pra vê se você sai da minha vida mais depressa. Logo você, que eu queria ter um final feliz. O final nem precisava me incluir não. Eu só queria ter uma lembrança boa, daquelas que você sorri só de pensar. Mas como você é bobo! Usei do meu melhor perfume e charme pra te conquistar. Separei o melhor olhar, o melhor sorriso. E você deixa tudo acabar assim. Sem explicações, só ilusões. Não, eu juro que estou bem. Minha dor já chegou a um limite muito maior que esse e não é que eu aguentei firme? Essa foi de longe a decepção mais dolorosa, mas talvez tenha sido a mais cruel.
Fecho os olhos e só vejo você. Talvez esse seja o masoquismo mais triste que já inventaram. Mas eu não me importo. No meu coração, eu sinto que você está com os dias contatos. Dediquei bons meses a nós dois e faria tudo de novo se precisasse. Mas como dizem: a vida se encarrega apenas de mudar os personagens. E por um leve descuido meu, você achou outra pessoa pra colocar no lugar que eu chamava de meu. Mas não tem problema não! Daqui uns anos a gente vai se esbarrar e rir disso tudo. Eu estou tão anestesiada que acho que não consigo sentir mais dor. As lágrimas que caem são automáticas. De qualquer maneira, obrigada por ter existido em mim de uma forma tão intensa como essa. Nunca vou poder retribuir os momentos bons que você me proporcionou. Os ruins não conseguem supera-los de jeito nenhum. Por isso, te espero. Não digo isso de maneira melancólica, digo de maneira indiferente, sem conseguir desejar felicidade ou tristeza para vocês dois.
Como Tati Bernardi disse um dia: O fim o amor é ainda mais triste que o nosso fim.
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Olha, meu coração é grande, mas adestrei ele por bons anos. Ensinei a paixão e a dor, mostrei que ele tinha que ter mania de caráter e mãos dadas e por último (mas não menos importante), fiz com que ele entendesse que todo sentimento ruim que o outro pudesse lhe causar, tinha que vir junto com um cronometro. Ele me olhou confuso e permaneceu em silêncio (E olha que isso é raro, heim? Ele gosta mesmo é de sair pulsando feito escola de samba por aí), como se esperasse um complemento para as minhas frases soltas, mas eu não disse nada. Eu queria coloca-lo no meu colo, queria que me prometesse que ia ser bonzinho, sabe? Mas eu não podia.
Houve um tempo, que me achava expert no amor. Eu não tinha nada de especial, pelo menos, eu não via. E mesmo assim, sempre existia um ou dois garotos atrás de mim. Nunca pisei neles, evitava ao máximo, qualquer atitude que pudesse machuca-los. Eu sempre estive lá, dando a mão para que eles se levantassem do chão, esperando que todo o sentimento que existia dentro deles, pudesse se converter em uma coisa bem bonita, quem sabe até uma grande amizade. E foi, nesse momento, que descobri como o mundo é cheio de pessoas cruéis e egocêntricas. Bobagem achar que isso muda um dia. Eu entrava em uma briga, que não era necessária, só para salvar seus corações e, no fim, quem saia partida era eu.
Outro dia, li e refleti com Clarice Lispector dizendo: "Porque eu só por ter tido carinho, pensei que amar era fácil". Descobri que não sei nada sobre o amor e quanto mais o tempo passa, minha certeza aumenta. Como eu ia dizer tudo isso pro coração, sem que ele sangrasse? Minha vontade era de mandar ele voltar pro quarto, mantendo todas as janelas e portas bem fechadas. Eu só queria proteger ele do mundo e da dor que iriam que causar. Eu queria confortá-lo com palavras bonitas, deixando claro, que o mundo nem é tão preto e branco como parece. E não é que o danado me surpreendeu? Veio cambaleando até mim e me deu um beijo na testa. Rapidamente a adrenalina correu por todo o meu corpo e ele disse: "Fica bem. Por mais destroçado e quebrado que esteja, um coração nunca para de bater. A vida se encarrega de apresentar as dores e o dia de amanhã, de superá-las.". Dormi tranquila.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Talvez a gente nunca se perdoe pelo tempo perdido ou pelas pessoas que insistem em passar nas nossas vidas, e que mesmo com todo esse amor que temos guardado no peito, nos envolvemos e mais uma vez, achamos que podemos nos descartar. Não dá. Eu espero que você não demore muito para perceber isso, porque dói pra caramba ver seus sorrisos com outra pessoa. Sou egoísta demais pra te dividir de novo com outro alguém. Não aceito que você use do mesmo charme e as mesmas mãos que usou comigo, não aceito! Isso era pra ser só meu e nenhuma outra deveria experimentar de você. Como você me dói, heim? Em pensar que, um dia, você foi o grande responsável por todas as melhores sensações que eu já senti. Por isso, não nego que te espero, não sei me comportar de outra maneira. É difícil recomeçar quando seu coração insiste em alimentar esperanças que não existem. Como se já não bastasse, não é que dei pra me fazer de masoquista agora? Leio mensagens, vejo fotos, bagunço pensamentos e faço questão de colocar em baixo do tapete, todos os nossos erros, só pra te ter por perto e conseguir te amar mais um pouquinho. E enquanto você não volta, coloco tudo que nos transforma em plural dentro da minha mochila e carrego por aí, sem rumo, sem pensar em nada. E se você não voltar? Eu juro que tento ser feliz com outra pessoa. O mundo está cheio de gente legal, capaz de me amar mais do que você me amou. Vou seguindo a vida desse jeito, sabe? Vendo você em outros rostos e sentindo seu toque em outras mãos, e nunca desistindo de ser feliz de novo. Esse deve ser o segredo da vida. Muitos vão te machucar e fazer você sangrar, mas nem todos você vai querer esquecer. Existem dores que você nunca vai compreender e outras, que se comportam como o vento. Elas surgem de repente, bagunçam toda sua vida, desarrumam tudo o que você conquistou e acabam com sua maquiagem em um piscar de olhos, e mesmo assim, você não descarta. Como se fosse o coração gritando: “Ei, eu ainda to ocupado, não esquece!”, e dá pra esquecer? Alguém pode, por favor, avisar pra ele que você quer continuar guardando tudo isso? Certas coisas são eternas, são cicatrizes que nunca somem. Quem não sentiu, não viveu e muito menos, amou de verdade, do jeito mais inocente, se entregando de corpo e alma, nunca vai entender. Sempre vai parecer intenso demais, dramático demais. E depois de todo o julgamento, olhamos pro nosso umbigo e pensamos que não estamos livres de nada, que não existe essa história de que cada um carrega a cruz que consegue. Eu não consigo. Parei de caminhar, engoli o choro e sentei na calçada. Chovia e eu nem me importava. Doía e sequer havia um remédio. O inexplicável é assim mesmo. Abraços, noites sem dormir, choro fora de hora e pequenos vícios não cobrem, não são o suficiente para dar forças a um coração partido. Porque que é que a gente sempre procura o que dói mais?
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sábado, 26 de setembro de 2009

Bom mesmo é se entregar. É sentir dor, ódio e culpa pra sempre e cinco minutos depois, sequer lembrar o motivo. Sabendo que você fez o que quis e, por mais sujo e errante que a sociedade te considere, te surpreende a forma como você não dá a mínima para todo o resto. Porque diabos as pessoas ainda insistem em julgar o amor e sexo como um tabu, quando não são tratados como um conjunto? Que graça teria em conhecer um só cheiro, gosto, toque e uma só maneira de viver? Nunca íamos ter a chance de sair pelo mundo com uma mochila pesada nas costas. Cheia de impulsos, vontades, envolvimentos, pseudo-amores e experiências. No final das contas, a vida nos oferece um leque de oportunidades prontas para serem usufruídas, a decisão cabe, somente, a nós.
Bom mesmo é surtar. É mostrar pra todo mundo, que insiste em te tratar como a garota dos sonhos, que você não é tão boa assim, que você sabe trazer a dor e que bem lá no fundo, você adora ficar por ficar, sem ao menos se importar em saber o nome, sem ao menos precisar se importar. Alguém trate de contar para os desavisados que quando você diz não ser tudo isso que eles pensam, é porque você não é mesmo. Acabou o tempo em que as meninas faziam isso para ganhar elogios e disputar o posto de Miss Perfeição.
Ah, garoto! Por mais que ela se porte como uma lady e por menor que seja, o número de pessoas que ocupou seu coração, não se iluda tanto assim! Ou melhor, se você acha mesmo que sabe tudo sobre ela, aposte todas as suas fichas então. Vá em frente! Mas deixo claro, que você vai ter terminar sendo assunto de final de noite, entre um drink e outro. Não nos leve tão a sério! De vez em quando, até as meninas de família precisam ser menos bem tratadas. Como se nós precisássemos aprender a andar com nossas próprias pernas e para isso dar certo, tratamos de dispensar qualquer pessoa que tente nos impedir. Querendo colocar um laço rosa em nossos cabelos escovados, para nos levar pra casa antes da meia noite.
Sabe o que é mais perigoso do que lidar com uma menina má? É enfrentar uma boa. Enquanto as más mantêm o batom vermelho retocado e os olhos de águia prontos para atacar, deixando claro seus interesses, a boa se esforça para esconde-los. Ela ainda gosta de conquista, de primeiro beijo e de um bom papo, mas aprendeu a gostar muito mais do que a vida lhe ensinou. Por isso, não importa o quanto você tente, o quanto você se esforce, o território sempre vai ser desconhecido. Enquanto você se pega tentando controlar o frio na barriga e escolhe sua melhor camisa, porque combinaram de se encontrar hoje à noite, ela acaba de desligar o celular e bater a porta da sala com um sorriso no rosto. A realidade é que, bem lá no fundo, a gente não quer pertencer a ninguém além de nós mesmas.
Obs: Ninguém melhor que Blair Waldorf na cena do strip tease para representar, rs.
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